quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Como!?!

Como é que se faz? Como? Alguém me explica!? Como se faz um trabalho que é por si desgastante, mas no qual invisto e me realizo, formo, mas no qual também a restante equipa, não está motivada, a única coisa que sabe fazer é falar mal de tudo e de todos... sem fazer nada para mudar... Como? Ponho os fones nos ouvidos e marimbo para aquilo tudo. Digo aquilo que penso em alto e bom som, com medo de ferir susceptibilidades e tudo cair em cima de mim, como p.e. "Em vez de se estarem sempre a queixar, façam qualquer coisa para mudar!".

Eu estou a investir na minha carreira, profissão ou vocação, e sim, também me sinto cansada, mas prefiro fazer qualquer coisas a estar sempre a queixar-me. Não culpabilizo os colegas pelo seu desinteresse, cada um na sua fase de vida, critico é a energia negativa com que me contagiam. Como posso fugir disso, quando o meu investimento está aí?

Às vezes sinto-me "uma ave rara" no meu serviço. O que posso fazer para me manter sã!?!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Italiano Para Principiantes

Simples e Delicioso


Quem são estas pessoas?

Às vezes estou aqui sentada em frente a esta caixinha mágica e pergunto-me enquanto leio os blogues, quem serão estas pessoas? Como serão fisicamente? E psicologicamente? Eu acho tudo muito interessante, este exercício para mim é muito benéfico e para cada um dos que escreve julgo que também, senão para quê escrever. Para uns serão diários, para outros desabafos, para outros exercícios puros de escrita, outros comentários, outros apreciações culturais, outros até trabalho... cada um com o seu estilo.

Mas depois no final desta reflexão pergunto-me sempre em que medida na verdade seremos nós que estamos aqui, nestas palavras, nestes textos, onde a interacção com o outro não é imediata, em que o que lemos é filtrado também pela nossa educação, valores, apreciações, ideias, back ground... Algumas pessoas me imaginam, e eu provavelmente não serei nada que essas pessoas imaginam; eu imagino algumas pessoas e essas pessoas, provavelmente não serão nada do que imagino.

Nestes textos e nesta palavras espalhadas por essa blogoesfera estarão as partes mais verdadeiras de nós e também as mais falsas, não porque deliberadamente mentimos, mas porque os filtros, os entendimentos, o que podemos imaginar... é muito maior do que na conversa cara-a-cara....

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

E porque o melhor remédio é ir...


*
Ando hiper cansada. Desde o verão que não tiro férias, durante o natal trabalhei que nem uma mula, e ando a dar o toque do cansaço, da falta de paciência e motivação... por isso tirei uns dias para a semana. Ainda não sei bem o que vou fazer, se ficar de papo para o ar em casa (a hipótese menos apetecível, mas que já era suficientemente boa, porque descansava e punha a casa e as minhas coisas em ordem), ou se agarro em mim e me marcho para passear pelo nosso belo Portugal, até ali à costa alentejana, que adoro e me faz sempre tão bem à alma, ou quem sabe até terras de nuestros hermanos, uma vez que que fica mais barato ir até Madrid de avião do que ir até ao Porto de carro.

Mais uma vez, vou sozinha, como vem sendo habito. Já fiz muitas férias com amigos, com namorados, mas ultimamente tem sido assim. Pode até nem ser o que gosto mais, mas também não me importo muito, afinal já me habituei a estar sozinha...

E porque o melhor remédio é ir, é só explorar as várias hipóteses...

* imagem retirada da net





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dias

Aborrecida! Quando a minha vida vai mudar? Quando eu fizer alguma coisa por isso e deixar de me queixar.


ps - só hoje de manhã, porque ele há dias

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Aranhas

Tenho uma aranha a residir no meu carro! Não a vou matar... que viva por lá muitos aninhos, que eu cá acredito na reencarnação e depois como é....

Um post deveras interessante...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Oh inspiração

Ou neste caso falta dela!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MiniMaratona

Esotu a pensar seriamente, na mini, porque a meia, 21 kms é demais...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Eduardo Gageiro

Nesta 5ª feira, depois de muito malabarismo lá consegui à última (acaba amanhã na Galeria K, no Bairro Alto) ir ver a exposição do Eduardo Gageiro, fotorepórter e artista, verdadeiramente notável. É pena esta exposição não ter outra visibilidade porque valia bem a pena. Aqui ficam alguns registos dos retratos informais a algumas figuras publicas:

Miguel Torga de meias, lindo...
Raul Solnado a sair da tampa de esgoto... Quem se lembraria disto...
Salazar, só com o mar...
Sophia de Mello Breyner Andresen, linda....

Fotos retiradas da net

Vais Conhecer O Homem dos Teus Sonhos

Digam o que disserem eu continuo a gostar do Woody Allen. Ok, já não rimos como antes, a originalidade esgota-se, mas francamente, continua muito bom, sempre cómico, sempre com personagens reais, sempre a surpresa, sempre o destino, o ridículo... Mais uma vez gostei!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Registos de uma escapadela de hora de almoço

Sombras.... Adoro... Parece que sou uma pernilonga de 1,70m, mas não, tenho, diz o BI, 1,60m...
Soollllllll

Adoro esta...
Pescadores de hora de almoço...
Soube muito bem!

O meu novo vicio...

Weeds....

ps - a série ok!?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Eu gosto tanto, tanto...

...do meu local de trabalho e do meu trabalho Srs. da informática! E tudo o que digo aqui são baboseiras...



No trabalho...

...não gosto de escrever no blogue, será que os senhores da informática têm acesso a esta informção??

O Haver - Vinicius de Moraes

Amo... este senhor...

O Haver

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tacteia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do quotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.


Vinicius de Moraes

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

E ainda hoje é 2ª feira

Cansada, aborrecida, com a sensação de incompletude... qual é a peça que falta? E ainda hoje é 2ª feira. E é tão feio e tão triste a pessoa andar sempre a queixar-se, mas tem que ser, pois "lá fora" está sempre tudo bem, bem, bem!!!

ps - imagem roubada na net

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Biblioteca

Hoje fiz uma coisa muito importante e muito boa.
Eu gosto muito de ler, um pouco de tudo, não me considero uma intelectual. No entanto, gasto muito dinheiro em livros.
Hoje inscrevi-me numa biblioteca, na zona onde trabalho.
Fui à hora de almoço e adorei... o espaço, os livros, o silêncio... vou lá voltar mais vezes...
Trouxe pelo menos 2, um dos clássicos (um colosso) e um sobre budismo.

ps - só tenho um pouquito de nojo dos livros, porque mãos já andaram, vou ter sempre um desinfectante para as mãos perto de mim

...

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